Memorial: do Lat. memoriale
adj. 2 gén.,
relativo à memória; que faz lembrar; memorável;
s. m.,
obra literária que relata factos históricos; petição em que há referência a um pedido anterior; livrinho de lembranças; apontamento.
· Orientações gerais da formatação do texto do Memorial:
Compreendido enquanto um Trabalho Interdisciplinar do 1º Módulo do Curso de Especialização em Educação Profissional Técnica de Nível Médio Integrada ao Ensino Médio na Modalidade Educação de Jovens e Adultos, o Memorial Formativo deverá conter no máximo dez páginas onde conste uma apresentação das experiências profissionais, acadêmicas e formativas que o docente julgar pertinente, articuladas às opções e escolhas de natureza teórica, no sentido de descrever brevemente e apontar seus interesses e abordagem para a elaboração do TCC – Trabalho de Conclusão de Curso. A formatação do texto segue a configuração padrão: fonte 12, Times New Roman ou equivalente e espaço 1,5.
Vale destacar ainda:
1) que a formatação do Memorial poderá contemplar outros recursos criativos de forma para expor o conteúdo – não necessariamente e somente a escrita - como imagens, fotos, documentos, etc, que expressem outras possibilidades de inscrição/escrita de si.
2) que o texto do Memorial não necessariamente precisa ser linear do ponto de vista cronológico e, mesmo que seja, poderá obedecer a outra linearidade como a emocional, a afetiva.
3) que a avaliação dos textos pautar-se-á pela presença e qualidade da articulação entre as vivências e experiências da profissão e as vivências e experiências da formação, o que necessariamente deverá estar narrado e explicitado de forma clara.
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A escrita do Memorial como recurso formativo: Por que escrever um Memorial em percursos formativos?
“o trabalho biográfico sobre si mesmo dá início à aprendizagem da implicação permanentemente em jogo, no trabalho individual e no trabalho coletivo” (JOSSO, 2004, p. 219)
O Memorial Formativo tem sido cada vez mais utilizado enquanto ferramenta e instrumento em cursos e percursos formativos devido sua natureza reflexiva, na perspectiva do “professor reflexivo”.
A escrita de si - através da escrita de um Memorial - não se esgota em si mesma, ela estende suas fronteiras para além de si, como processo formativo e reflexivo, já que "a apropriação que cada pessoa faz do seu patrimônio existencial, através de uma dinâmica da compreensão retrospectiva, é fator de formação" (OLIVEIRA, 1998, p.9). O relato de si é reflexão de si, é formação. Trata-se, como destaca a autora, da "instalação de uma outra cultura na formação de professores [: a] cultura do professor reflexivo" (p.10).
Assim sendo, o exercício de produção de Memoriais é uma plataforma de lançamento à reflexão sobre si mesmo e um dispositivo privilegiado para a compreensão do processo de formação pessoal e profissional. Essa é uma perspectiva que vem se afirmando progressivamente nos espaços de formação continuada, à medida que toma as narrativas como gêneros discursivos privilegiados para os educadores escreverem suas histórias e comunicarem os seus saberes e conhecimentos.
A elaboração de Memoriais Formativos tem como objetivo proporcionar um contexto de produção que instigue cada professor em formação a re(vi)ver seu percurso. Re(vi)ver a trajetória escolar e refletir sobre o desenvolvimento profissional, já que somos profissionais que não deixamos a escola ou outros espaços de formação – enquanto lugar de formação e de atuação profissional –, se consolidando numa experiência importante para ressignificar algumas memórias escolares e (re)pensar as aprendizagens e suas condições de produção.
A produção de Memoriais na formação inicial e continuada permite que aquele que escreve reconheça o seu “saber que sabe”, isto é, a percepção crítica das possibilidades, limites, implicações e compromissos. Nesse sentido, quando tomamos consciência desse “saber que sabe” já não poderemos recusar-nos em tomar posição diante da realidade. E se consideramos que o desenvolvimento pessoal e profissional são processos inter-relacionados, a escrita de memoriais nos processos formativos representa uma atividade privilegiada, porque potencializadora do conhecimento de si e do outro, da própria vida e do próprio trabalho.
Em outras palavras, a escrita autobiográfica – através do exercício de escrita de um memorial - tem reforçado que o registro de nossas lembranças e reminiscências mais significativas se faz importante pela possibilidade que inaugura de darmos sentido à nossa trajetória e projetarmos uma direção ao que ainda pretendemos construir e experimentar como aprendentes e mestres.
O Memorial Formativo tem sido cada vez mais utilizado enquanto ferramenta e instrumento em cursos e percursos formativos devido sua natureza reflexiva, na perspectiva do “professor reflexivo”.
A escrita de si - através da escrita de um Memorial - não se esgota em si mesma, ela estende suas fronteiras para além de si, como processo formativo e reflexivo, já que "a apropriação que cada pessoa faz do seu patrimônio existencial, através de uma dinâmica da compreensão retrospectiva, é fator de formação" (OLIVEIRA, 1998, p.9). O relato de si é reflexão de si, é formação. Trata-se, como destaca a autora, da "instalação de uma outra cultura na formação de professores [: a] cultura do professor reflexivo" (p.10).
Assim sendo, o exercício de produção de Memoriais é uma plataforma de lançamento à reflexão sobre si mesmo e um dispositivo privilegiado para a compreensão do processo de formação pessoal e profissional. Essa é uma perspectiva que vem se afirmando progressivamente nos espaços de formação continuada, à medida que toma as narrativas como gêneros discursivos privilegiados para os educadores escreverem suas histórias e comunicarem os seus saberes e conhecimentos.
A elaboração de Memoriais Formativos tem como objetivo proporcionar um contexto de produção que instigue cada professor em formação a re(vi)ver seu percurso. Re(vi)ver a trajetória escolar e refletir sobre o desenvolvimento profissional, já que somos profissionais que não deixamos a escola ou outros espaços de formação – enquanto lugar de formação e de atuação profissional –, se consolidando numa experiência importante para ressignificar algumas memórias escolares e (re)pensar as aprendizagens e suas condições de produção.
A produção de Memoriais na formação inicial e continuada permite que aquele que escreve reconheça o seu “saber que sabe”, isto é, a percepção crítica das possibilidades, limites, implicações e compromissos. Nesse sentido, quando tomamos consciência desse “saber que sabe” já não poderemos recusar-nos em tomar posição diante da realidade. E se consideramos que o desenvolvimento pessoal e profissional são processos inter-relacionados, a escrita de memoriais nos processos formativos representa uma atividade privilegiada, porque potencializadora do conhecimento de si e do outro, da própria vida e do próprio trabalho.
Em outras palavras, a escrita autobiográfica – através do exercício de escrita de um memorial - tem reforçado que o registro de nossas lembranças e reminiscências mais significativas se faz importante pela possibilidade que inaugura de darmos sentido à nossa trajetória e projetarmos uma direção ao que ainda pretendemos construir e experimentar como aprendentes e mestres.
O que é e o que não é um Memorial Formativo?
O Memorial Formativo é:
· um gênero discursivo privilegiado para a divulgação dos saberes e conhecimentos docentes;
· uma escrita reflexiva sobre suas práticas e sobre si mesmo;
· uma narrativa reflexiva onde se pode fazer “dialogar” o processo de formação e a prática docente;
· uma possibilidade interessante para estimular uma reflexão sobre a escola e seus contextos de aprendizagem;
· uma reflexão de como nos tornamos o que nós somos, isto é, uma reflexão do porque e do modo pelo qual nos tornamos educadores;
O Memorial Formativo não é:
apenas uma narrativa de acontecimentos, mas um texto reflexivo sobre esses acontecimentos.
Nesse sentido, podemos dizer que o exercício da escrita autobiográfica é uma tarefa que exige - além do registro da própria trajetória profissional - que cada autor reflita a respeito do que viveu – o que nem sempre é prazeroso e habitual – mobilizando conhecimentos, saberes, crenças, emoções e o estabelecimento de relações não necessariamente percebidas até então.
Trata-se de uma perspectiva que pressupõe um sujeito protagonista de seu percurso de formação e dos diálogos que estabelece sobre sua atuação profissional. Tal como afirma Benjamim (1994), entende-se que a vida não pode ser separada do modo pelo qual podemos nos dar conta de nós mesmos: narrar nossas histórias é, portanto, um modo de dar a nós mesmos uma identidade. E assim, reinventar-se permanentemente.
· um gênero discursivo privilegiado para a divulgação dos saberes e conhecimentos docentes;
· uma escrita reflexiva sobre suas práticas e sobre si mesmo;
· uma narrativa reflexiva onde se pode fazer “dialogar” o processo de formação e a prática docente;
· uma possibilidade interessante para estimular uma reflexão sobre a escola e seus contextos de aprendizagem;
· uma reflexão de como nos tornamos o que nós somos, isto é, uma reflexão do porque e do modo pelo qual nos tornamos educadores;
O Memorial Formativo não é:
apenas uma narrativa de acontecimentos, mas um texto reflexivo sobre esses acontecimentos.
Nesse sentido, podemos dizer que o exercício da escrita autobiográfica é uma tarefa que exige - além do registro da própria trajetória profissional - que cada autor reflita a respeito do que viveu – o que nem sempre é prazeroso e habitual – mobilizando conhecimentos, saberes, crenças, emoções e o estabelecimento de relações não necessariamente percebidas até então.
Trata-se de uma perspectiva que pressupõe um sujeito protagonista de seu percurso de formação e dos diálogos que estabelece sobre sua atuação profissional. Tal como afirma Benjamim (1994), entende-se que a vida não pode ser separada do modo pelo qual podemos nos dar conta de nós mesmos: narrar nossas histórias é, portanto, um modo de dar a nós mesmos uma identidade. E assim, reinventar-se permanentemente.
Questões mediadoras e provocadoras da reflexão de si
1) Que fatos marcaram a minha vida pessoal e profissional?
2) O que esses fatos fizeram comigo?
3) O que eu faço agora com que isso me fez (ressignificação e projeto de vida)?
Outras Questões mediadoras
1) Identificação – um relato e reflexão aberta de sua vida, formação e experiência, articulado com a noção de ser docente:
- Como você se apresenta?
- Relate os aspectos principais de sua formação (escolar, técnica, acadêmica, pedagógica, etc)
- Relate os aspectos principais de sua experiência profissional e docente (profissões, escolas, tempo, funções, currículo, etc)
- Como e em que circunstância foi aprendendo a ser professor?
- Como você se vê enquanto docente? O que te emociona em ser professor? Qual o significado de ser professor?
- Reflita sobre seus sonhos, desejos, medos e projetos de vida (relacionados ou não à docência)
2) A Docência e os Espaços de Formação:
- Que fatores foram importantes para a sua opção (ou contingência, circunstância, falta de opção) em ser professor?
- Por que você é professor? Por que permanece na atividade docente?
- O que faz de você professor?
- Qual o lugar e o significado da escola – e de outros espaços de formação – na sua vida? Como você vive a escola onde atua?
- Como vai se operando o processo de aprendizagem docente para você e para os espaços de formação onde você atua?
- O que te move todos os dias até a escola ou a universidade?
2) O que esses fatos fizeram comigo?
3) O que eu faço agora com que isso me fez (ressignificação e projeto de vida)?
Outras Questões mediadoras
1) Identificação – um relato e reflexão aberta de sua vida, formação e experiência, articulado com a noção de ser docente:
- Como você se apresenta?
- Relate os aspectos principais de sua formação (escolar, técnica, acadêmica, pedagógica, etc)
- Relate os aspectos principais de sua experiência profissional e docente (profissões, escolas, tempo, funções, currículo, etc)
- Como e em que circunstância foi aprendendo a ser professor?
- Como você se vê enquanto docente? O que te emociona em ser professor? Qual o significado de ser professor?
- Reflita sobre seus sonhos, desejos, medos e projetos de vida (relacionados ou não à docência)
2) A Docência e os Espaços de Formação:
- Que fatores foram importantes para a sua opção (ou contingência, circunstância, falta de opção) em ser professor?
- Por que você é professor? Por que permanece na atividade docente?
- O que faz de você professor?
- Qual o lugar e o significado da escola – e de outros espaços de formação – na sua vida? Como você vive a escola onde atua?
- Como vai se operando o processo de aprendizagem docente para você e para os espaços de formação onde você atua?
- O que te move todos os dias até a escola ou a universidade?
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