Memorial de Marcieli Renata Beluczyk Paludo

Canção Óbvia

Paulo Freire

Escolhi a sombra desta árvore para
Repousar do muito que farei
Enquanto esperarei por ti
Quem espera na pura espera
Vive em tempo de espera vã
Por isso, enquanto te espero
Trabalharei os campos e conversarei com os homens.
Suarei meu corpo que o sol queimará;
Minhas mãos ficarão calejadas
Meus pés aprenderão os mistérios dos caminhos
Meus ouvidos ouvirão mais;
Meus olhos verão o que antes não viram
Enquanto esperarei por ti.
Não te esquecerei na pura espera
Porque meu tempo de espera é um tempo de que fazer.
Enquanto esperarei por ti.
Não te esquecerei na pura espera
Porque meu tempo de espera é um tempo de que fazer
Desconfiarei daqueles que virão dizer-me
Em voz baixa e precavida:
É perigoso agir
É perigoso andar
É perigoso esperar na forma que esperas.
Porque esses recusam a alegria da tua chegada.
Desconfiarei também daqueles que virão dizer-me,
Com palavras fáceis, que já chegastes,
Porque esses ao anunciar-te ingenuamente, antes, te denunciam.
Esperei preparando a tua chegada
Como o Jardineiro que prepara o jardim
Para a rosa que se abrirá na primavera.


Meu nome é Marcieli Renata Beluczyk Paludo, sou a segunda filha de um total de 4, filha de pequenos agricultores, de quem sempre escutei “estude: é o único bem que poderemos te dar”... Minha História começa no meio rural, onde passei minha infância e adolescêcia, tudo que aprendi neste período pode ser traduzido no poema de Paulo Freire “Canção Óbvia”, pois para além da minha formação em Magistério, Licenciatura em Ensino da Arte na Diversidade e atualmente em formação de Especialização, é da convivência com o meio rural e com a escola que construo minha identidade profissional, de professora, de educadora e de idealista.

“Canção Óbvia”,

Escolhi a sombra desta árvore para
Repousar do muito que farei

A infância...a roça...a escola

Nasci no município de Rodeio Bonito, no ano das diretas já, 1984, meus pais sempre residiram em uma comunidade rural chamada São Valentim do Braga, onde ao lado de meus avós paternos que moravam pertinho de casa, cultivavam a lavoura e me ensinavam o verdadeiro sentido da palavra “coletividade”, cada agricultor tinha sua propriedade, mas era costume a organização dos chamados “pucheirões”, em que todos se reuniam para ajudar na roça de uma determinada família.
Na comunidade de São Valentim do Braga também muito aprendi, nas celebrações, nas festas, nos mutirões de limpeza e construção, onde todos se ajudavam em benefício do bem comum, onde cada um tinha seu lugar, todos se conheciam e se ajudavam.
Acredito que minha primeira professora foi minha mãe, apesar dela ter estudado até a 8 série, sempre nos incentivou à leitura com seus livros de santos, em casa ela ensinou minha irmã mais velha a ler e a escrever quando ela tinha 4 anos de idade, quando chegou minha vez de aprender minha mãe já esperava meu irmão Mauricio,mesmo assim minha infância antes da idade escolar foi sempre cercada pelas histórias bíblicas de minha mãe e pelos livrinhos com histórias bíblicas que ela comprava pra nós com extremo sacrifício e alegria. Assim aprendi a ler na pequena escola rural, a escola de encantamento, da qual relembro com saudades da rotina escolar, da professora Neiva, da sala única para as 4 séries iniciais, da cozinha, do pátio....
A pequena escola rural onde freqüentei os primeiros 4 anos escolares é a parte mais bonita de minha infância, onde fazíamos pequenos teatros, limpávamos a sala de aula, puxávamos água de balde de uma fonte rasa(que perigo)... O caminho para a escola também fazia parte do encantamento... Percorrido à pé junto com minha irmã Meire, 2 anos mais velha e minha prima Vera caminhávamos até a escola desmanchando as teias de arranha cobertas de orvalho nas cercas dos potreiros e na volta nos deliciávamos nos pés de bergamota e de pitanga á beira do caminho. O contato com a natureza era uma grande fonte de aprendizagem, de visão de mundo, que acompanhava a escola.
Em minha família a falta era uma palavra muito presente, as roupas que usávamos eram sempre ganhadas das tias, irmãs de meu pai que moravam em Porto Alegre, feijão e arroz era sempre o prato do dia..Refrigerante...só no natal. E mesmo assim minha mãe sempre priorizou tudo que se relacionasse à escola, sempre providenciou que participássemos de todas as atividades que a escola pudesse oferecer, ela e meu pai sempre abriam mão de alguma coisa para que pudéssemos participar dos passeios da escola....E se nos final do anos fossemos aprovados ganharíamos um presente, o presente aos meus olhos de adulta eram pequenos brinquedos baratos, mas eram mais, muito mais do que meus pais tinham condições de oferecer, o presente era carregado de sacrifício e amor...tanto, que tanto eu quanto minha irmã nunca tiramos uma nota baixa e jamais fomos reprovadas.

Enquanto esperarei por ti
Quem espera na pura espera
Vive em tempo de espera vã
Por isso, enquanto te espero
Trabalharei os campos e conversarei com os homens.

Eu esperava o tempo de crescer, e enquanto esperava aprendia com a convivência na comunidade onde eu morava, aprendia com a agricultura, com meus pais, e principalmente pelo exemplo daqueles com quem eu convivia. Os conselhos de minha mãe também ensinavam pela liberdade que proporcionavam, ela mostrava o caminho certo e o errado, suas conseqüências mas sempre dizia: “ Você é livre para escolher o que quiser”.
Para estudar até a 8ª série (1998) a escola era mais longe, eram seis km entre ida e volta, neste período meus irmãos Mauricio e Marcelo eram pequenos. De manhã eu e minha irmã íamos para a escola e de tarde ajudávamos nosso pais na lavoura ou a cuidar dos irmãos, mas a prioridade era sempre a escola, nesta época eu e minha irmã lemos todos os livros da biblioteca da escola, tirávamos notas boas, e participávamos das atividades culturais na escola e na igreja da comunidade. As atividades culturais da escola (hora cívica, apresentações natalinas, danças, semana farroupilha) sempre me despertavam grande encantamento, acredito que a magia da escola estava nestes momentos, por isso eu participava ativamente de tudo que podia.

Suarei meu corpo que o sol queimará;
Minhas mãos ficarão calejadas
Meus pés aprenderão os mistérios dos caminhos
Também no período entre a 5ª e a 8ª série houve o movimento de emancipação de Cristal do Sul, do qual meu pai era membro, e em 1997, quando eu estava na sétima série foi o primeiro ano do município, passamos a ir para a escola com o transporte escolar, o que tornou a vida mais fácil. Pela emancipação do município eu me espelhava sempre nas lutas em que me pai se envolvia, nas reivindicações da comunidade e também na militância partidária, no ideal socialista que ele tanto falava que se havia terra todos deveriam ter pão. Entre a 7ª e 8ª série minha mãe começou a trabalhar, e a tarde eu ficava com meu irmão mais novo que ainda não ia para a escola, cuidava dele e fazia queijos com o leite que meu pai produzia, para ter uma renda a mais para a família.
Foi na 8ª série que comecei a pensar em ter uma profissão diferente da de meus pais, pois sempre vi eles trabalharem muito e terem muito pouco....Me angustiava a idéia de levar esta mesma vida sempre, pensava em poder ajuda-los de alguma forma. Fui incentivada pela irmã gêmea de minha mãe, que era professora, a cursar o magistério, e para isso enfrentei, com apoio dos meus pais, os desafios.
O local onde eu morava não tinha acesso de ônibus e a escola normal ficava em outra cidade, por isso fio “parar” na casa de um tio, irmão de meu pai, para poder freqüentar a escola. Foi um período muito difícil, além das dificuldades financeiras para comprar os livros e o uniforme, tinha a saudade dos meus irmãos menores, e tudo isso era compensado pela expectativa que eu tinha de estudar, ter um bom currículo, ter um emprego e ajudar meus pais.

Meus ouvidos ouvirão mais;
Meus olhos verão o que antes não viram.

“Meus olhos verão o que antes não viram”esta frase resume bem o quanto cresci durante o magistério tentei aproveitar todas as atividades que a escola proporcionava, eu amava o curso, a escola, as coisas que eu aprendia. Participei da banda da escola, do coral, do grupo de teatro, do grêmio estudantil, do jornal da escola, dos cursos oferecidos à noite pelo programa “Salto para o futuro” e no ano 2000, quando eu estava no segundo ano do magistério participei da Constituinte Escolar, foi onde tive contato pleno com as idéias de Paulo Freire, e através das conferências revivi minhas memórias de infância e me vi na imagem de meu pai, que sempre foi militante do MPA( Movimento dos Pequenos Agricultores), me senti como uma militante da educação, me sentia como na minha querida comunidade rural, onde todos tinha um lugar, onde ainda, onde ninguém se sentia excluído.E foi neste tempo que a escola, que já tinha um grande significado em minha vida, passou a ser a minha razão de viver, foi neste período que percebi que era o melhor lugar do mundo para se trabalhar, eu amava todas as atividades diferenciadas que a escola proporcionava, e, assim, o conteúdo de sala de aula era ressignificado nas atividades em que eu participava.
Já no terceiro ano do magistério (2001), durante o pré-estágio, reafirmei mais ainda minha vontade de estar na escola para proporcionar aos alunos a escola pela qual eu me apaixonava... Durante o pré-estágio trabalhei muitas atividades culturais, apresentação de dança, poesia, capoeira... Fui percebendo que a “graça” da profissão era fazer o diferente, pois se o aluno se sente bem e a escola é atrativa não há maiores problemas, como indisciplina, reprovação e tantos outros problemas que sempre ouvia falar pelos professores que já eram formados, alguns até diziam: -“ Espere só você acabar o curso, suas ideologias vão cair por terra”.Mas eu não pensava assim, pensava em uma maneira de trabalhar como professora logo que acabasse o curso, para construir a escola que eu tanto admirava nos idéias de Freire.
Foi nesta época também que percebi através das maravilhosas aulas de literatura da professora Maria Lúcia, e influenciada pelas diversas atividades culturais que eu participava na escola e como 1ª Prenda do CTG, decidi que queria cursar a faculdade de artes, eu esperava ansiosa poder cursar a faculdade, fazer concurso para professora, fazer pós e mestrado, mostrar minhas idéias, ser alguém.

A faculdade, a primeira escola, os grupos de danças.

Enquanto esperarei por ti.
Não te esquecerei na pura espera
Porque meu tempo de espera é um tempo de que fazer.
E mesmo, não fiquei esperando na pura espera, era certo que meus pais não teriam condições de pagar a faculdade, então enquanto ainda estava no terceiro ano do magistério ajudei a elaborar pesquisas na área de história para minha primeira professora, aquela que me alfabetizou na encantadora escola rural, era uma pesquisa para seu trabalho de conclusão, e com isso consegui o dinheiro para pagar a matricula da faculdade.
O curso de Licenciatura em Artes Visuais não era oferecido na universidade próxima, tive que optar pelo curso em regime especial de férias (aulas em janeiro, fevereiro e julho) oferecido pela Unijuí, na cidade de Ijuí, cerca de 250 km distante.
Antes mesmo de fazer o estágio do magistério comecei a faculdade, eu imaginava a universidade como uma porta aberta para muitas oportunidades, mas não foi bem isso que aconteceu, as primeiras disciplinas não me agradaram muito, mesmo assim decidi continuar e encontrar uma maneira pra pagar as mensalidades e o material.
Em março comecei meu estagio com a terceira série, e passei a importunar a prefeitura local e também as vizinhas com propostas de projetos culturais para dança e teatro( já que era o que eu pensava ser um diferencial).
Meu primeiro emprego veio logo, um contrato para lecionar em uma quarta série, uma turma muito problemática, então foi a hora de mostrar o que achava que havia aprendido, pois não foi fácil trabalhar com eles, mas com o tempo fui me adaptando, mas continuei com a convicção de que a escola só se torna interessante quando as atividades são significativas, e assim, entre a atividade do estágio e da aula para a 4ª série fundei um grupo de danças Folclóricas gaúchas, que para minha surpresa tomou grandes proporções. Trabalhei com os grupos de danças durante o ano todo como voluntária, mas valeu muito a pena.... A primeira apresentação, no mês de setembro foi um sucesso, através de doações e muito “ bate perna” consegui com o apoio da prefeitura e dos pais comprar a indumentária para todas as crianças, eram 4 grupos, um total de 80 com idades entre 6 e 13 anos, foi um momento mágico em minha vida ver a emoção daquelas crianças apresentando, ver iluminados os rostos dos pais, a grande maioria trabalhadores rurais, com o contentamento de ver que a escola havia proporcionado.
Trabalhei ainda durante mais um ano e meio com os grupos de danças e Cristal do Sul, era um trabalho que eu amava fazer, pois havia a integração entre as crianças, os pais, a comunidade, e os grupos acabaram se tornando muito conhecidos e solicitados para apresentações, e quanto mais a fama do grupo aumentava mais eu via que os pais se integravam , as crianças viam esta atividade como o braço bonito da escola.....

Desconfiarei daqueles que virão dizer-me
Em voz baixa e precavida:
É perigoso agir
É perigoso andar
É perigoso esperar na forma que esperas.
Mas eu esperava mais, pois o trabalho era muito bom, mas durante este um ano e meio que trabalhei com os grupos tive sempre que implorar que a prefeitura pagasse pelo trabalho, para que eu pudesse continuar cursando a faculdade, e neste tempo também veio o conflito: o trabalho com a dança não se relacionava muito com o que eu aprendia na faculdade, percebi que o que eu queria mesmo era trabalhar com arte na escola, para poder fazer o que eu fazia com os grupos de dança, mas não como um braço, uma atividade extra, mas sim dentro do currículo da escola, colocar em prática aulas de arte bem diferentes das que tive, com movimento, com a conhecida Proposta Triangular de Ana Mãe Barbosa.
“ É perigoso esperar na forma que esperas” e mais uma vez não esperei, fui à luta, consegui um contrato emergencial do estado em Novo Hamburgo ( 2004), transferi minha faculdade para a FEVALE e mudei para São Leopoldo, na esperança de fazer a diferença como professora de artes. Senti muito em deixar para trás minha família, os grupos, mas era o preço que eu pagava para realizar meu sonho, pois nos municípios pequenos as oportunidades são mínimas.
Neste periodo de mudança, recebi o apoio incondicional de meu noivo, hoje esposo Jonas Paludo, que me acompanhou na mudança de cidade e de vida, pois a partir deste momento começamos uma feliz caminhada na vida a dois.

A Escola Estadual, a EJA, a Pesquisa.

O Instituto Estadual de Educação Madre Benícia, no bairro rural de Lomba Grande em Novo Hamburgo, foi minha escola de ser professora de artes, assumi a disciplina de artes em todas as turmas do Ensino Fundamental, Ensino Médio e EJA. No início fiquei meio perdida, mas com bom planejamento e sondagem percebi que os conteúdos podem se os mesmos, mas devem ser abordados de maneira diferente de acordo com o perfil de cada turma, apesar das dificuldades em me adaptar me apaixonei pela minha disciplina, percebi o quanto é bom poder adaptar o conteúdo á cada turma, a cada interesse, poder aliar a história da arte, o teatro, a dança e a música. Foi muito bom aprender com os alunos.
Por outro lado, a escola dos meus sonhos ainda estava distante, mesmo com as atividades que eu fazia em sala de aula, exposições, passeios, estava satisfeita com o trabalho, continuava fazendo a faculdade e todos os cursos de Extensão que pudessem me tornar uma professora melhor. Me senti muito frustrada quando vi a ruína da escola na face de meus colegas professores, todos os dias ouvia muitas reclamações, muitos colegas frustrados que não gostam da profissão, reclamam de tudo, e notei que a educação perde qualidade por causa das convicções de muitos professores.
Também na escola Madre Benícia tive a maravilhosa experiência maravilhosa de trabalhar com a EJA, pude ver novamente os ideais de Freire, um ensino que pulsava, com luz, com cor.
Também durante a faculdade participei do grupo de pesquisa Educação, Cultura e Trabalho, como bolsista de iniciação científica, a pesquisa era relacionada a Formação de Professores em Práticas Sócio-educativas, enfatizando a formação do professor em serviço. Através da pesquisa compreendi que o professor vai se constituindo todos os dias, e vai continuar se constituindo a cada dia se ele tiver a vontade de renovar sempre a sua prática e reencontrei meus ideais do magistério, de fazer uma nova educação, entendi cada vez mais o quanto a sensibilidade é necessária nesta profissão, tão diferente de apenas reproduzir conteúdos. O conhecimento de novos autores como: Maturana, Mafesoli e outros me fizeram refletir cada dia mais sobre a minha prática como educadora, principalmente da EJA. Durante o trabalho de pesquisa desenvolvi um viés “A interdisciplinaridade na educação de jovens e adultos” quando pesquisei as possibilidades de entrelaçamento entre as práticas de ensino da arte e a formação integral do aluno da EJA, o trabalho foi apresentado na feira de iniciação cientifica da FEEVALE e da UFRGS.
Infelizmente, em 2007, tive que me desligar da pesquisa para assumir um concurso público em séries iniciais, no município de Nova Santa Rita, digo infelizmente porque devido aos motivos financeiros não pude largar o contrato do estado, tive então que largar a pesquisa. Mas em 2007 anda, durante um curso sobre EJA, fiquei sabendo da Especialização Pró-eja, meus colegas da escola estadual se inscreveram e participaram da edição de 2008, não pude participar pois eu ainda não estava formada na faculdade.
Minha formatura na faculdade foi em agosto de 2008, em dezembro deste mesmo ano, consegui a vaga no curso de especialização do Pró-eja, o que contribui muito para minha formação e para o meu crescimento, pois atualmente sou professora de artes na EJA no município de Nova Santa Rita, a EJA funciona na rede municipal há apenas 3 anos, portanto todos os conhecimento que estão sendo absorvidos no curso podem ser utilizados para melhorar minha prática e também as dos meus colegas da EJA que trabalham comigo, uma vez que muitos não conseguem ter uma prática diferenciada com os alunos desta modalidade por estarem presos aos preconceitos do ensino tradicional.
Durante o Primeiro Módulo do curso da Especialização percebi que o modelo de escola que eu sonhava no magistério se articula muito com a proposta da EJA, durante as disciplinas percebi que tenho muito que fazer enquanto professora da EJA, inclusive buscando formas de colaborar na elaboração de um regimento escolar da minha escola que ofereça aos alunos um ensino focado na realidade e que ao mesmo tempo proporcione a eles melhores condições de vida.
Também através das disciplinas deste Primeiro Módulo pude perceber o quanto é necessário a pesquisa e a formação continuada dos professores em EJA, para que a escola se torne realmente significativa para os alunos.
Na verdade as aulas me trouxeram muito mais questionamentos sobre a prática docente, inclusive porque após a disciplina “Fundamentos do Pensamento Freireano” senti muita vontade de retomar a pesquisa que iniciei sobre a interdisciplinaridade na EJA, pesquisando os conhecimentos que se estabelecem e se firmam a partir da relação do professor da EJA com seus alunos quando o professor se coloca também na condição de aprendiz. E depois da participação no Seminário Paulo Freire também senti muita vontade de pesquisar a educação no campo, dentro do MPA, mas fora estas questões o que mais ainda me preocupa é de que forma poderei sistematizar os conhecimentos da Especialização para elaborar o projeto do Proeja no município.

Porque esses recusam a alegria da tua chegada.
Desconfiarei também daqueles que virão dizer-me,
Com palavras fáceis, que já chegastes,
Porque esses ao anunciar-te ingenuamente, antes, te denunciam.
Esperei preparando a tua chegada
Como o Jardineiro que prepara o jardim
Para a rosa que se abrirá na primavera.
E também continuarei aqui, professora em busca de melhores formas de trabalho, de conhecimento, de melhorar sempre a minha prática, e de sempre tornar o conhecimento significativo para os meus alunos.

2 comentários:

Anônimo disse...

Essa história de vida nos mostra o quanto devemos lutar por nossos ideais jamais desistir. Amar a profissão tornar o ambiente de aprendizagem prazeroso buscar métodos de ensino que desperte a vontade do aluno em aprender.Ser professor nos dias de hoje é um desafio mas quando vemos através de nossos alunos o quanto somos importantes para eles é muito gratificante.

policardo jose disse...

nossa so de ler tudo isso me faz lembrar das dificuldades que minha mae enfrentava para nos dar tudo de bom e do melhor